Semana de mobilizações e atos pelos presos e presas políticos/as

Posted on 28/07/2014

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No dia 22 a militância da FARJ esteve presente no ato cultural pela libertação dos presos e presas políticos(as) que teve início em frente ao Tribunal de Justiça (TJ) e depois seguiu até a Cinelândia. Ali diversos grupos musicais se apresentaram, cercados pela Polícia Militar, que a todo momento seguiu de perto os manifestantes.

O ato reuniu diversas organizações e movimentos sociais do Rio de Janeiro. Houve um momento em que se lavou a entrada do Tribunal de Justiça com Pinho Sol, para não esquecermos da injusta prisão e condenação do morador de rua Rafael Braga, cujo flagrante absurdo apresentado pelas forças de repressão foi que ele possuía uma garrafa do citado produto.

Estivemos também na terceira plenária do Comitê Popular contra o Estado de Exceção, que definiu um ato unificado para o dia 30/07. Essas plenárias tem sido importantes para reunir forças e solidariedade para enfrentar os ataques que os movimentos sociais, sindicatos e militantes estão sofrendo por parte do Governo Federal, dos grandes empresários e da mídia corporativa.

Cercar de solidariedade todos/as aqueles que lutam e apoiar, sem sectarismo nos atos unificados!!!

O Estado de exceção não é novidade

Cabe lembrar que este Estado de exceção operado pelo governo do PT com base nos interesses econômicos da burguesia nacional já atua há algum tempo. A implementação das UPP’s, o desaparecimento de Amarildo, a chacina de 13 moradores no Conjunto de Favelas da Maré, as mortes e execuções frequentes já afetam os setores mais oprimidos da classe trabalhadora já faz longa data. Pode-se dizer que para esses setores oprimidos, esta política nefasta nunca deixou de existir, esteve sempre atuante, nos territórios das favelas, periferias e do campo.

Do mesmo modo o Governo Federal foi o grande responsável por articular os interesses burgueses e tipificar a forma jurídica com que os manifestantes seriam enquadrados. Não podemos aceitar facilmente as notas de repúdio vindas do Partido dos Trabalhadores. Foi esse partido, que por meio de Dilma Roussef, organizou o ataque jurídico aos manifestantes. Cabe ressaltar que os militantes e intelectuais ligados ao PT fizeram uma campanha política para desqualificar as mobilizações e os manifestantes, usando a mídia burguesa e suas ferramentas, como a internet e a tv, de dentro dos movimentos sociais, nos sindicatos e nas universidades que se encontram presentes, algumas vezes se calando, outras tanto caracterizando toda luta popular como um movimento de direita. E por fim, foi esse partido, que além de comandar a repressão durante a Copa, montou um sistema de segurança unificado, que irá reprimir os mais pobres e também a organizações de esquerda para além desse calendário.

O ataque da mídia corporativa é um ataque à classe trabalhadora

As recentes matérias acusando sindicatos e movimentos sociais, antecipando as farsas jurídicas contra os manifestantes, demonstram como a mídia corporativa está sempre alinhada com os interesses da classe dominante. Diante do sistema fortemente organizado, é fundamental fortalecermos os espaços unitários, com plataformas políticas mínimas que possam reagir a estes ataques e armadilhas.

Não devemos subestimar nossos adversários. É o momento de realizar a crítica e a auto-crítica para conseguirmos escolher os caminhos mais efetivos para a nossa vitória. O momento de euforia, pós-junho de 2013, deve ser lido com precaução. Organizar e fortalecer os movimentos populares é a única saída para massificarmos a presença nas ruas e reverter o placar negativo do jogo.

Protestar não é crime!

FARJ