PLEBISCITO…

“LIBERDADE, LIBERDADE, abre as asas sobre nós…”

Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ)

 

Não estão nos conclamando para votar. Estão nos impondo um Plebiscito!

Se não votarmos, seremos, como crianças, castigados: multas, proibições… E que consulta ao povo é esta em que ditatorialmente só se tem direito a um sim ou um não, sem direito a uma terceira opinião, como a que agora expressamos? E porque mobilizarmo-nos politicamente contra ou a favor da posse de um 32 ou um trezoitão e não, ecologicamente, contra a contaminação da atmosfera, conforme acordo internacional de Kioto que os Estados Unidos se negam a assinar? Porque não nos mobilizam para opinar se devemos ou não apoiar a ALCA?

 

Sabemos, por exemplo, que não é a defesa da democracia o que mobiliza exércitos e homens inocentes de todo o mundo para guerras, como as do Golfo e do Iraque; foram, sim, o petróleo e a produção bélica – hoje, os dois mais importantes investimentos capitalistas do imperialismo mundial – o real motivo da belicosidade (lucro=guerra=lucro). Lembram do desperdício gigantesco de milhares de colossais canhões-tratores e fabulosos carros de assalto blindados, abandonados, inúteis, no deserto, logo após a invasão? Dos inumeráveis e caríssimos exocets e stealths cruzando os céus noturnos sobre as cidades e as populações apavoradas?

Antes de possuirmos o direito de votar, exigimos o direito, também, de não votar. O povo está cansado de messias, chefes, “deuses”, “salvadores da pátria”, “homens do povo” que há muito tempo não fazem senão reproduzir, sob os mais diversos discursos, a mesma velha farsa de dominação e exploração. Não haverá uma sociedade justa sem total liberdade nem uma sociedade livre sem total justiça social. Já é hora do povo, farto de ser enganado por pseudo-dirigentes a serviço do pior dos mundos auto-organizar-se na busca de objetivos maiores e mais verdadeiros, com o social garantindo o individual, deixando de lado os charlatões, parasitas e equivocados da política institucional. Já é hora de nos perguntarmos: O Estado será mesmo o povo?

Assim, afirmamos que:

O tal referendo, a tal consulta popular, é uma cortina de fumaça. Não se trata de unir democraticamente o nosso povo, mas distraí-lo, treinando-o eleitoreiramente para as urnas.

Não é de UNIÃO que se cuida, mas de “URN…IÃO”!

Se houvesse seriedade nas indagações públicas, porque não perguntar ao povo, nacionalmente, se a corrupção já alcançou ou não o governo? Ou, por que não consultar o povo ribeirinho do São Francisco se deseja ou não a sua transposição?

O Presidente Lula não está voltado para nós, mas ambiciosamente preocupado em “liderar”, sem grande sucesso, a América do Sul, utilizando o referendo, uma medida já bastante explorada por Hugo Chavez, com vista a incutir no imaginário social elementos pretensamente democráticos para produzir uma simulação de participação.

Não permitiremos que nos bitolem, que alienem nossas vontades. Para que não nos anulem, anulemos nosso voto.

Assim, no Plebiscito, contrariando O Globo, seus artistas e os lobbies da indústria bélica:

 

Voto obrigatório? NUNCA!

Antes que nos anulem,

anulemos, nós, o voto !

Nem SIM, nem NÃO!!!

Votem NULO, Votem ZERO!

Voto obrigatório? NUNCA!

Antes que nos anulem!

Anulemos, nós, o voto!

 

 

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