A Política Não é para os Políticos

A Política Não é para os Políticos

Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ)

Estamos em tempos de eleição: o circo está armado de novo. Variações de um tema já há muito conhecido por nós: promessas, discursos vazios e as mentiras de sempre.

Reivindicamos que a política não é para os políticos. Para nós, a democracia representativa é mais uma forma de alienação da sociedade capitalista. Quando votamos, entregamos o nosso direito de fazer política aos políticos que, como comprovamos a cada ano, a partir do momento que entram no governo, rendem-se à lógica do poder e do dinheiro. Do poder, pois não há político que não coloque como primeiro de seus objetivos permanecer no poder; do dinheiro, pois não há possibilidade de política partidária relevante sem muito dinheiro para propaganda e acordos de “governabilidade”.

Afirmamos que a política, no sentido que a defendemos, não tem sentido partidário, mas sim sentido de gestão daquilo que é público, de todos. A política que é feita pelo povo, devidamente organizado, decidindo efetivamente sobre tudo o que lhe diz respeito. A política que defendemos é aquela que se coloca hoje como uma luta dos trabalhadores, organizada de baixo para cima, contra a exploração e a opressão de que somos vítimas. É nas mobilizações sociais que enxergamos alguma perspectiva de mudança política significativa na sociedade.

Nenhum governo resolverá os problemas da exploração do capitalismo e da alienação política da democracia representativa. Nenhum governo conseguirá trazer à ordem do dia uma sociedade livre, em que nossas faculdades e potencialidades possam desenvolver-se completamente. Também não será capaz de promover a real democracia, na concepção bakuninista do termo sendo ela “o governo do povo pelo povo e para o povo”, e não de uma classe política em benefício dos privilégios da burguesia.

É assim que reivindicamos os argumentos dos companheiros mexicanos da Aliança Magonista Zapatista (AMZ) que, de Oaxaca, escreveram no início deste ano sobre sua adesão à Outra Campanha zapatista que: “Nenhum dos partidos construirá o país democrático, justo e livre que queremos, que necessitamos para viver uma vida digna. Nenhum vai nos tirar da pobreza. Somente o povo organizado poderá mudar esta situação. Por isso, […] convocamos ‘A OUTRA CAMPANHA’, a campanha política do povo independente, sem partidos, sem donos, sem amos. […] Já é hora de despertarmos, que desde baixo construamos outro país, pratiquemos outra forma de fazer política, defendamos o que é nosso, contra os poderosos […] que constroem muros, não somente muros de metal, mas muros de repressão e miséria!”

Não delegaremos nosso direito de fazer política! Por isso afirmamos que a política não é para os políticos, é para o povo organizado, em combate ao capitalismo e ao Estado!

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