O PAN Americano e o Terrorismo de Estado

Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ)


Nós da Federação Anarquista do Rio de Janeiro saudamos todas as marcas batidas pelos recordistas que se esforçaram em realizar o PAN americano na cidade do Rio!

Destaque para as seguintes modalidades: massacre de trabalhadores à distância (por meio da fome, da miséria, dos altos custos de vida), corrupção às alturas (por meio das mega-licitações fraudulentas e do superfaturamento das obras do PAN), especulação imobiliária sem barreiras (por meio do despejo criminoso de ocupações e tentativas de remoção de comunidades) e por fim a cerimônia de encerramento, que deixou um legado importante para a cidade do Rio, ou melhor, para as elites que aproveitam os melhores recantos da “cidade maravilhosa”: O Pan-americano estruturou um esquema organizado de opressão em nome de uma falsa segurança que não termina com o final dos jogos, mas sim prossegue no intuito de favorecer uma pequena minoria privilegiada de especuladores, empresários, políticos carreiristas e donos do poder financeiro.

Tal política é uma continuação do Estado de Exceção utilizado no PAN, que utilizava a desculpa da “proteção” das delegações estrangeiras e arquitetou por meio do plano nacional de segurança encomendado pelas “elites”, um método mais feroz para prosseguir o massacre de pobres e trabalhadores. Métodos recorrentes do Estado seja a identidade ideológica que este assuma, no fundo trabalha sempre dentro da mesma lógica: calar a oposição e massacrar os descontentes. Afinal, Marinheiros de Kronstadt assassinados pelo governo bolchevique na Rússia, moradores de Favela mortos pela polícia militar e sindicalistas espanhóis assassinados no golpe do general Franco em 1936, no fundo, são todos vítimas do mesmo problema: autoritarismo, violência e terrorismo de Estado.

Com o PAN americano, as polícias civis e militares foram reequipadas com artefatos de última geração, tecnologia a serviço do projeto “Big Brother” americano de “segurança” pública (ou seja, paz para os ricos, morte para os pobres) em qual a elite carioca se espelha para articular uma maneira de “tapar” a pobreza que escorre em forma de violência urbana.

Tais equipamentos, segundo eles, serão apenas utilizados contra os narcotraficantes! Mas nós sabemos que todo este aparato repressivo é apenas uma forma de ameaça e de controle dos movimentos sociais!

Bem, seguindo esta lógica, pedimos aos arquitetos deste plano nacional de segurança que não esqueçam de instalar algumas câmeras no Congresso Nacional para vigiar os parlamentares e outras mais nos postos militares de fronteira, já que ambos têm funções importantes: os primeiros sustentam politicamente os narcotraficantes nacionais e os militares imbuídos do maior espírito patriótico em tempos de PAN, transportam (ou deixam transportar) a cocaína colombiana, a maconha paraguaia e as armas de fogo americanas.

Como se não bastasse este plano-diretor da repressão policial, agora os principais alvos são as comunidades pobres situadas em regiões preferidas da especulação imobiliária, que poderá após expulsar famílias de trabalhadores realizar seus empreendimentos milionários. César Maia que recebeu doações de oito empresas ligadas ao setor imobiliário em sua última campanha (as maiores doadoras foram a Brascan Imobiliária Incorporações S/A e a Carvalho Hosken S.A. Engenharia E.) esforça-se para defender os interesses dos especuladores.

O primeiro alvo após o PAN foi a comunidade do canal do Anil, que invadida pela prefeitura, sofreu (e está sofrendo) com a ação terrorista que se iniciou no dia 1º de agosto, com o habitual aparato repressivo: polícia militar e guarda municipal!

Contudo graças (e somente isso é que traz a vitória no final das contas) à AÇÃO DIRETA dos moradores que resistiram bravamente ao despejo, não acreditando em conciliações e em manobras eleitoreiras, e a uma rede de apoio de diversas entidades do movimento social o canal do Anil conseguiu respirar mais um pouco frente às investidas covardes do Estado.

Tal política, não reflete um mero caso isolado que se esgota no PAN americano, daqui para frente, a política oficial do governo federal e estadual com a questão social se acirrará ainda mais! Podemos ter certeza, que mais despejos, desocupações violentas e assassinatos em série serão encomendados pela elite carioca!

POBREZA NÃO É CRIME: SOCIALISMO E LIBERDADE JÁ!

 

 

2007

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