Nota de Repúdio à invasão da Polícia Civil à sede da Federação Anarquista Gaúcha

Nota de Repúdio à invasão da Polícia Civil à sede da Federação Anarquista Gaúcha

Às 16h do dia 29 de outubro de 2009, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, sob o comando da Governadora Yeda Crusius com base num mandado de segurança, invadiu e aprendeu material de propaganda política contra seu governo, atas de reuniões, chapas de cartazes, resíduos de uma lixeira e até a CPU de um computador na sede da Federação Anarquista Gaúcha(FAG).

Dois companheiros da FAG prestaram depoimento e estão sofrendo um processo, cuja origem está num governo acusado de dezenas de crimes e alvo de investigações federais, que ao contrário da velocidade com que atingem os companheiros anarquistas gaúchos, movem-se lentamente nos trâmites da institucionalidade burguesa; fazendo jus ao cínico epíteto: “Aos amigos tudo, aos inimigos, a lei.”

O ataque a Federação Anarquista Gaúcha inscreve-se numa conjuntura de freqüentes ataques aos movimentos sociais e as organizações anti-capitalistas no Rio Grande do Sul. O assassinato cruel do
sem-terra Elton Brum e a esgrogue tentativa de fechar as escolas do MST no início do ano, revelam não só o aspecto da política institucional que está sendo levada à cabo neste estado, mas demonstram que por baixo de um suposto estado de direito democrático há na verdade uma ditadura de classe resguardada por um aparato político oficializado, acionado sempre que os movimentos sociais e as organizações políticas dos trabalhadores questionam alguns de seus privilégios.

Ao redor do país a situação não se modifica substancialmente, o assassinato sistemático de militantes dos movimentos sociais e de trabalhadores e a criminalização desses movimentos, seja por uma lógica de “segurança pública” encomendada pelas elites, seja pela ação de setores da inteligência da polícia revela descaradamente o projeto brutal organizado pelos governos estaduais e federais, com apoio diga-se de passagem, de algumas organizações supostamente de esquerda.

Prestamos nossa solidariedade à FAG; como comprova a história, não é a primeira nem a última vez que irão atacar uma organização política anarquista, a recorrência da repressão jamais acossará o ânimo dos libertários envolvidos nas lutas sociais, ao contrário disto, apenas fortalecem nossas fileiras contra os inimigos em comum.

Que este episódio, como outros relacionados e anteriores, removam as ingenuidades e sirvam de alerta às organizações políticas e aos movimentos sociais! Em épocas de Copa do Mundo e Olimpíadas, os sonhos dos trabalhadores e anticapitalistas não cabem nos projetos da elite, portanto permaneçamos de olho aberto!

Fica aqui registrada nossa indignação e nosso sentimento de solidariedade à FAG!

Federação Anarquista do Rio de Janeiro

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