Entrevista com João Henrique C. Oliveira, autor da tese de doutorado em História sobre o jornal anarquista Libera.

Posted on 28/08/2017

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No dia 31 de março de 2017, o pesquisador (jornalista e historiador) João Henrique de Castro Oliveira defendeu a tese de doutorado em História na Universidade Federal Fluminense “Libera… Amore mio. Imprensa anarquista e comunicação contra-hegemônica em tempos de consenso neoliberal”. O Libera bateu um papo com o autor e tentou entender melhor a proposta da sua pesquisa.

Libera: 1) João, conte-nos um pouco sobre sua trajetória…

João Henrique C. de Oliveira. Fiz graduação em Comunicação Social/Jornalismo na Universidade Federal Fluminense (UFF), entre 1998 e 2002. A partir do ano seguinte, enveredei pela História, fazendo graduação (2003-2006), mestrado (2005-2007) e doutorado (2013-2017) – todos também na UFF.

Desde a graduação em Jornalismo que me interesso pelo tema “imprensa alternativa” – ou “independente”, ou “contra-hegemônica”, entre outros termos que descrevem experiências do tipo. Na faculdade, fiz algumas pesquisas sobre a imprensa alternativa dos tempos da ditadura (1964-85), quando centenas de periódicos tomaram parte na resistência contra o regime verdugo.

Já na graduação em História, comecei a tomar contato com a ideologia e o movimento anarquista – coisa que eu conhecia de um modo superficial, muito por conta da divulgação feita pela cultura anarco-punk. Nas aulas sobre a Primeira República (1889-1930), pude perceber como foi rica a história da imprensa anarquista e operária no Brasil. Algo que é tratado muito superficialmente nos livros didáticos e, o pior, não foi sequer abordado em minhas aulas de História da Imprensa no curso de Jornalismo.

Na mesma época, comecei a frequentar as reuniões do Grupo de Estudos do Anarquismo (GEA), ligado ao Núcleo de Estudos Contemporâneos (NEC). Lá participei de muitos debates enriquecedores e conheci professores, pesquisadores e militantes que me ajudaram muito na construção de minhas primeiras reflexões sobre o socialismo libertário. Em 2004, outro acontecimento importante em minha trajetória acadêmica e pessoal: participei, como ouvinte, do Colóquio Internacional sobre História do Movimento Operário Revolucionário, realizado na UERJ. Foi lá que, pela primeira vez, conheci o ‘Libera’, distribuído pelos militantes da FARJ, uma das organizadoras do evento.

Em 2005, resolvi tentar a sorte no mestrado em História. Então, fiz um projeto que relacionava três de meus maiores interesses: anarquismo, contracultura e imprensa alternativa. Aprovado pelo Programa de Pós-Graduação em História (PPGH), comecei a investigar os jornais independentes publicados no Brasil durante boa parte dos “anos de chumbo” – meu recorte cronológico ia de 1969 a 1992. Além das folhas estritamente “contraculturais” (nas quais avaliei a influência do ideário ácrata), trabalhei com quatro publicações anarquistas: ‘O Inimigo do Rei’ (1977-1988), ‘Barbárie’ (1979), ‘Autogestão’ (1980) e ‘Utopia’ (1988-1992).

Nessa pesquisa, pude conhecer melhor a atuação dos ácratas para além do período em que tiveram maior inserção social – isto é, a Primeira República. Assim, constatei que os anarquistas também estavam entre os grupos que resistiram à ditadura. Na dissertação, falei do Centro de Estudos Professor José Oiticica (CEPJO) e do Movimento Estudantil Libertário (MEL), cujos membros foram presos e torturados em 1969. Os integrantes do MEL, por exemplo, publicaram panfletos criticando o governo ditatorial, num corajoso e arriscado ato de comunicação contra-hegemônica naquela época. Já em 1977, no início da tal “abertura lenta e gradual”, estudantes de Salvador/BA lançavam o jornal ‘O Inimigo do Rei’, uma das experiências mais criativas da imprensa alternativa do período. Contudo, o periódico recebeu pouca ou nenhuma atenção da historiografia especializada.

Libera: 2) Como nasceu a ideia de fazer uma tese sobre o Libera?

J.H. A ideia de fazer a tese sobre o ‘Libera’ foi, na verdade, uma “bola rolada” pelo companheiro Renato Ramos, militante anarquista desde os anos 80 e um dos criadores do informativo. Se eu fiz o “gol”, a bela assistência foi desse cara, que merece o crédito por isso (risos).

Explico, dessa vez sem as metáforas futebolísticas: num bate-papo informal na Biblioteca Social Fábio Luz (BSFL), no Centro de Cultura Social (CCS), Renato falou de alguns temas que poderiam gerar pesquisas interessantes e inéditas. Uma dessas propostas seria contar a história do ‘Libera’.

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João Henrique C. de Oliveira em pé e de camisa azul. Foto durante a defesa da tese.

Fui para casa pensando nisso. Percebi que o objeto em si já trazia um aspecto que valorizaria a investigação: depois de 20 anos de publicação ininterrupta (de 1991 a 2011), o informativo se tornara o jornal anarquista brasileiro mais longevo da história – uma observação feita pelo jornalista e pesquisador Milton Lopes na edição 150, comemorativa do vigésimo aniversário do ‘Libera’. Tudo bem que seus editores-militantes não enfrentaram, por exemplo, aquela repressão sinistra da Primeira República, que perseguia e empastelava diversos impressos libertários de então – entre os quais o clássico ‘A Plebe’, de Edgar Leuenroth. Ainda assim é uma marca considerável, levando em conta as dificuldades para manter uma publicação – desde aspectos financeiros até organizativos.

Consciente da relevância da investigação, eu submeti o projeto ao PPGH e obtive a aprovação. Comecei o doutorado em 2013, sendo orientado pelo professor Carlos Augusto Addor, um dos maiores especialistas em anarquismo no Brasil. Fiz minha defesa em março deste ano, com a banca recomendando a publicação.

Libera: 3) Quais foram as principais reflexões que sua pesquisa desenvolveu? Encontrou algo que tenha particularmente lhe chamado atenção?

J.H. Uma de minhas questões centrais foi entender como e quais são as estratégias de comunicação dos anarquistas. Claro que o foco foi o ‘Libera’, mas dediquei todo o primeiro capítulo a essa reflexão num recorte cronológico mais amplo. Nesse sentido, analisei exemplos ao longo da história do movimento anarquista, entendendo-o como fruto de ideologia e de práticas surgidas no seio da tradição socialista, a partir da segunda metade do século XIX. Assim, travei um breve diálogo com quatro libertários clássicos: Proudhon, Bakunin, Kropotikin e Malatesta. A partir de informações biográficas e de outros textos, produzidos por eles mesmos, tentei identificar como esses militantes pensaram na questão da comunicação – ou da propaganda, termo mais utilizado pelos ácratas.

Nesse diálogo, foi interessante ver como Malatesta buscou refletir sobre os usos estratégicos da comunicação, da imprensa. Ele dizia, por exemplo, que os anarquistas não deveriam jogar sementes de propaganda onde não haveria possibilidade de florescimento. Quer dizer, ele fazia uma ponderação sobre o público-alvo mais adequado para suas mensagens – uma preocupação que é central para qualquer estrategista da comunicação na atualidade. O anarquista italiano também se preocupava com a linguagem, cobrando dos militantes um discurso mais objetivo sobre a proposta revolucionária do anarquismo. Isso demonstra, a meu ver, a intenção de produzir uma comunicação mais eficiente tanto para persuadir os leitores-militantes quanto para a disputa ideológica contra os veículos hegemônicos da burguesia – tradicionais detratores do movimento operário e anarquista.

Além da conversa com os clássicos, também busquei exemplos da relação anarquismo-comunicação no Brasil, desde a Primeira República até o início dos anos 1990, quando o ‘Libera’ começa a circular.

Um exemplo que chamou minha atenção foi o papel do militante Ideal Peres (1925-1995) nos debates sobre propaganda. Um exemplo: no Congresso Anarquista de 1953, realizado na casa de José Oiticica, Peres fez parte da Comissão de Imprensa formada naquele encontro. Entre as propostas apresentadas por ele, estava a difusão de ideias libertárias nos locais de trabalho e a tentativa de ocupar espaços inclusive na imprensa burguesa e no rádio, sempre que se oferecesse alguma oportunidade. Propagandista incansável, Ideal Peres também está na origem do próprio ‘Libera’. Afinal, a publicação nasceu em 1991 como informativo do Círculo de Estudos Libertários (CEL), criado por Peres em meados dos anos 80.

Na investigação, percebi que o ‘Libera’ mantém – em outro contexto, é claro – muitos aspectos da propaganda anarquista do passado, mas também traz elementos de originalidade. Como outros veículos ácratas, uma das missões do periódico é empreender uma verdadeira “guerrilha semiótica” – termo que tomo emprestado do linguista Umberto Eco. Ou seja, a comunicação anarquista ao longo da história se insere numa disputa simbólica para fazer valer um significado forte da ideologia, combatendo as significações produzidas por seus adversários – essencialmente os liberais-burgueses e nazifascistas, pelo lado da direita, e os marxistas-leninistas, à esquerda. E a batalha ganha contornos de guerrilha justamente pelo poderio da grande mídia, sempre apta a “fabricar o consenso” (como diz Noam Chomsky) em favor do projeto capitalista. Nesse movimento, o anarquismo é sempre identificado como “caos”, “desordem”, “baderna”. Nadando contra essa corrente, os comunicadores anarquistas – assim como defendia Proudhon – buscam persuadir seu público para ideia de que“anarquia é ordem”, é uma alternativa viável de organização social, democrática e autogestionária.

A meu ver, o ‘Libera’ integra e atualiza essa tradição da propaganda anarquista, empreendendo sua própria “guerrilha semiótica” em relação à mídia burguesa. Nesse sentido, seu conteúdo ajuda o leitor a desentorpecer-se de uma percepção alienada (o tal “consenso fabricado”) para perceber as artimanhas da ideologia dominante.

Libera: 4) Podemos dizer que o enfrentamento e a crítica ao neoliberalismo é algo que caracteriza o Libera nos anos 90? Há outro traço marcante?

J.H. Sem dúvida. Nesse aspecto, o periódico se insere no contexto mais amplo dos movimentos anti-neoliberalismo que começam a ganhar vulto na virada para o século XXI: Zapatismo, protestos nas reuniões da Organização Mundial do Comércio (OMC) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), etc. Movimentos que vão animar os anarquistas, visto que apresentavam pontos em comum com as ideias ácratas clássicas, tais como ação direta, recusa a partidos políticos, democracia direta e autonomia em relação ao Estado. Aliás, ainda que não declaradamente anarquistas, muitos daqueles agrupamentos eram francamente influenciados pela ideologia ácrata, ou tinham anarquistas em suas fileiras. Ou seja: ganha força um campo libertário, autonomista, que ainda hoje influencia bastante a luta de classes no começo do século XXI. Como disse David Graeber, num artigo de 2002: “A maior parte da energia criativa e da política radical provém, na atualidade, do anarquismo.”

Nesse enfrentamento ao modelo neoliberal, os militantes que editavam o ‘Libera’ buscaram desenvolver um anarquismo comprometido com as demandas populares, com a luta de classes. No caso do Brasil, os anos dos governos de Fernando Henrique Cardoso (1994 a 2002) foram de intenso avanço do modelo neoliberal, com privatizações e cortes de direitos trabalhistas em nome da “produtividade”, de “mais investimentos”, do “saneamento do déficit estatal”. Nesse sentido, o informativo engrossava o coro daqueles que defendiam a preservação dos direitos dos trabalhadores.

Outro traço marcante dos anos 90 – e que vai continuar pelos anos 2000 – era a crítica mordaz à mídia corporativa, que defendia descaradamente o neoliberalismo. Afinados aos gerentes burgueses do Estado brasileiro e fiéis aos ditames do imperialismo, os meios de comunicação celebravam as medidas de “modernização” (um dos eufemismos da moda), vomitando um discurso alienante que vendia o paraíso à opinião pública. O ‘Libera’ nadava contra essa corrente e ressignificava o discurso neoliberal, ajudando seu leitor a perceber as manhas e artimanhas do sistema.

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Libera: 5) Como você explica a longevidade do Libera, tendo em vista que há uma quantidade enorme de jornais anarquistas que desapareceram?

J.H. Creio que há um conjunto de variáveis que podem explicar isso. Não podemos descartar, obviamente, o contexto político do período em que o jornal é publicado. Com todas as necessárias críticas que devemos fazer à “democracia liberal-burguesa” – extremamente limitada e blindada à interferência direta da população – não podemos negar que ela oferece mais “liberdades” do que regimes mais fechados, ditaduras, estados nazi-fascistas, etc. Os liberais perceberam que é mais vantajoso “fabricar o consenso” com seu aparato midiático, e promover a alienação de massas com sua “sociedade do espetáculo”. (Claro que o porrete da repressão sempre estará lá para domar dissidentes mais radicais e/ou disciplinar as camadas marginalizadas).

Assim, no contexto da chamada “redemocratização”, há certa liberdade de expressão e de imprensa, de modo que o sistema tolera a circulação de ideias de esquerda como o anarquismo. Obviamente que os meios de comunicação de massa – ou indústria cultural, se preferir – são dominados pelo pensamento hegemônico, e as elites econômicas e políticas controlam o espúrio jogo de concessões de canais TV e emissoras de rádio, que possuem difusão muito mais avassaladora do que a imprensa (vivemos num país com baixos índices de leitura). Seja como for, acredito que esse ambiente de maior liberdade de expressão também favoreceu a longevidade do ‘Libera’, que não sofreu nenhum empastelamento ou perseguição – o que era comum para os jornais operários e anarquistas da Primeira República.

Mas esse aspecto sozinho não explica a questão. Se assim fosse, outros jornais anarquistas dos anos 1990-2000 também teriam a mesma longevidade. Daí que, ao lado de um ambiente de relativa liberdade política, foram importantes a organização e a disciplina dos seus realizadores. Ainda que muito oscilante, alternando momentos de maior ou menor comprometimento, é notável o fato de que o coletivo editorial conseguiu manter uma regularidade impressionante e bater o recorde de publicação mais longeva da história do anarquismo brasileiro.

Também temos de registrar a dedicação de um militante em especial: Renato Ramos, fundador do ‘Libera’ e único a participar de todas as edições. Algumas delas, como ele nos contou em depoimento para a pesquisa, foram feitas por ele sozinho, para que o jornal não deixasse de ser publicado.

Libera: 6) Como você avalia a importância do Libera para a organização do anarquismo brasileiro nos anos 90 e 00?

J.H. Creio que foi fundamental. Nas páginas do ‘Libera’ podemos acompanhar tentativas de articulação nacional de anarquistas. Um exemplo foi a ‘Rede de Informações’, criada em 1992. O informativo carioca serviu como catalisador de um movimento eminentemente de propaganda, de circulação de impressos, que animou a formação de coletivos em todas as regiões do país. Outros informativos foram criados – de vida efêmera, é verdade – inspirados claramente no ‘Libera’. Algumas folhas demonstravam a influência no nome, como ‘Libernete’ e ‘Liberô Geral’.

logo Libera

Cabeçalhos históricos do libera.

Contudo, a contribuição mais importante, cujos efeitos se sentem ainda hoje, foi aproximação do coletivo editorial à corrente especifista da Federação Anarquista Uruguaia (FAU), a partir da metade dos anos 90. Claro que Malatesta, Bakunin e toda a tradição dos organizacionistas brasileiros da Primeira República já estavam presentes desde o início, muito pela influência de Ideal Peres. Mas a partir da opção pelo especifismo, começa a crescer um discurso e uma prática que valorizam a definição de objetivos e programas, inserção nas lutas sociais populares, engajamento no nível social (dos movimentos, da luta de classe) e no político (da organização anarquista).

Todo esse processo pode ser acompanhado nas páginas do jornal, que pouco a pouco deixava de ser apenas um divulgador das atividades do Círculo de Estudos Libertários (CEL), para se tornar veículo de um coletivo que vinha buscando a organização e a atuação junto a movimentos sociais. Isso vai culminar com a formação, em 2003, da Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ), que por sua vez será importante na articulação nacional de grupos que hoje se reúnem na Coordenação Anarquista Brasileira (CAB).

Libera: 7) Em tempos de hegemonia de grandes oligopólios de comunicação e uma presença massiva das redes sociais como mediação da comunicação entre os/as trabalhadores, qual é o espaço para uma publicação impressa?

J.H. O espaço para as publicações impressas se modificou sensivelmente. Mas não sou daqueles que se colocam como coveiros dos impressos. Livros e jornais ainda cumprem papel relevante. Como disse o militante da FARJ Gabriel Amorim, o jornal você pode levar para o sindicato, para o evento, para a manifestação. Entregar em mãos, trocar uma ideia com o leitor.

Mas hoje não dá para fugir da mídia digital e creio no papel de complementaridade: o jornal também funcionando em integração com o virtual. A FARJ faz isso muito bem com o ‘Libera’. Faz a tiragem, mas também ‘posta’ o PDF no site, faz a chamada no Facebook… integra as mídias. Acho que essa conexão é fundamental para o campo da resistência aos grandes oligopólios. Vimos nas manifestações de 2013 como a mídia alternativa em geral – armada das ferramentas de tecnologia de captação de imagem, cada vez mais portáteis; de mecanismos de transmissão ao vivo via celular; etc – vimos como esses militantes da mídia contra-hegemônica desmascararam, por exemplo, o papel brutal da polícia nas manifestações, o que geralmente era ocultado pela mídia corporativa.

A rede social pode ser um espaço adicional para se propagandear. Mas com estratégia, debate, para não se tornar refém da máquina ou mostrar o que não pode ser mostrado ali. E aí lembro do caso da prisão de alguns militantes durante as manifestações de 2013. A polícia ficou ligada em perfis no Facebook, a galera se expôs demais, puseram agente infiltrado… aí a casa caiu.

Daí que as palavras de Malatesta ainda são atualíssimas. Lá no início do século XX ele já falava sobre o que pode ou não ser tornado público. Daí que a organização é motor fundamental para a comunicação, e vice-versa. Tudo deve ser pensado coletivamente, com objetivos bem definidos. A comunicação também deve ser pensada estrategicamente pelos coletivos.

Libera: 8) Por fim, alguma mensagem que queria deixar ao atuais leitores/as e editores/as do Libera?

J.H. Continuem firmes na “guerrilha semiótica” contra os oligopólios midiáticos. Ainda que a luta seja árdua, ainda que sejam gigantescas as máquinas de alienação do sistema, a propaganda militante não pode cessar. Apoiem, divulguem, publiquem. “Sejam a mídia”, como disse certa vez Jello Biafra. E sejam fundamentalmente essa mídia de resistência, anticapitalista, reveladora das mistificações da ideologia burguesa.

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Cd de comemoração dos 20 anos do Libera.

 

 

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