Saudação à Fundação do Núcleo Anarquista Resistência Cabana (NARC)

Posted on 29/11/2013

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1459270_1436857969871384_1707581584_nProgramação do Ato de Fundação aqui.

Saudação à Fundação do Núcleo Anarquista Resistência Cabana (NARC)

Companheiras e companheiros de Ideal,

Federação Anarquista do Rio de Janeiro saúda com alegria a fundação do Núcleo Anarquista Resistência Cabana (NARC), organização co-irmã que vem se somar à luta pela retomada de um anarquismo inserido e atuante nas lutas do nosso povo.

E o povo paraense tem a luta no sangue!

Desde os tempos coloniais, indígenas resistiram bravamente contra a escravidão e a invasão de suas terras.

Africanos, trazidos para o norte do país, também lutaram por sua liberdade, muitas vezes internando-se nas selvas para formar suas comunidades quilombolas.

Em 1835, caboclos, índios e negros, cansados da exploração e da brutalidade das classes dominantes, sublevaram-se em umas das maiores e mais importantes revoltas populares da história do país, tomando a capital e vastas áreas do interior, tendo resistido bravamente por mais de 5 anos. O governo imperial, junto às elites locais e com apoio naval britânico, banhou de sangue as terras paraenses, em um genocídio sem precedentes em nossa história.

O espírito da Cabanagem manteve-se vivo nas lutas dos trabalhadores e trabalhadoras paraenses nas décadas seguintes.

Nos primeiros anos do século XX, a influência anarquista se fez sentir no Norte, com a construção dos sindicatos livres e a organização da classe trabalhadora urbana. Naqueles anos, uma minoria de latifundiários e comerciantes acumulava enormes fortunas com a produção e a exportação da borracha, as custas da escravidão nos seringais e da exploração dos trabalhadores e trabalhadoras nas cidades. Os sindicatos revolucionários, então, forjaram uma nova tradição de lutas, através de greves, boicotes e manifestações de rua, como a greve geral de 1914 e a dos bondes, em 1920.

Relembramos aqui dois valorosos companheiros de ideal que unem o Pará e o Rio de Janeiro: João Plácido de Albuquerque, representante da Federação Operária do Pará (FAP) no 3º Congresso Operário Brasileiro, torturado e morto pela polícia carioca em abril de 1920; e José Marques da Costa, anarquista português que militou intensamente em ambos os estados nos primeiros anos da década de 20.

Hoje, como ontem, a luta é no campo e na cidade, e os anarquistas com o sangue e a vontade cabana, estão nela!

VIVA O NARC E O ANARQUISMO ESPECIFISTA!

ÉTICA, COMPROMISSO, LIBERDADE!

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