A Luta pela Base no 18º Grito dos Excluídos

Posted on 14/09/2012

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A LUTA PELA BASE NO 18º “GRITO DOS EXCLUÍDOS”

Nessa 18º edição do “Grito dos Excluídos”, a Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro, foi ocupada por dezenas de bandeiras de luta. Depois do fajuto desfile militar, enaltecendo o patriotismo submisso, os excluídos tomaram conta da avenida e fizeram suas reivindicações. E mesmo com um “Sol de inverno” de 35º, centenas de militantes de movimentos sociais, sindicatos e organizações políticas marcaram presença.

Em períodos de eleição, momento de incertezas e insegurança da população, os sempre oportunistas partidos políticos tentam se aproveitar das reivindicações e da organização dos movimentos de base popular para se promoverem. Muitas bandeiras de partidos, e candidatos, estiveram presentes, buscando, mais uma vez, uma “fatia do bolo parlamentar”. Porém, isso não ofuscou o grande destaque que foram os movimentos sociais e as lutas do povo organizado de forma autônoma.

Este ano, o “Grito” contou com uma grande mobilização dos movimentos sociais. Estiveram reunidos, ombro a ombro,  o Movimento dos Trabalhadores Desempregados “Pela Base!” (MTD Pela Base! – RJ), a Organização Popular, o bloco musical Se Benze Que Dá, o Movimento das Comunidades Populares (MCP), a Frente Internacionalista dos Sem-Teto (FIST), entre outros grupos e companheiros. Todos mostrando o valor da luta, da mobilização e da reinvindicação popular, elementos imprescindíveis na conquista de nossas necessidades. A proposta da Outra Campanha também foi divulgada durante o ato com panfletos informativos, justificando nossa estratégia de luta em favor da organização e mobilização permanente pelas bases nos movimentos sociais e de trabalhadores, sem atrelamento a partidos, governos, empresas ou calendários eleitorais. Divulgamos também o jornal Socialismo Libertário, da Coordenação Anarquista Brasileira (que integramos) e o nosso periódico, o LIBERA.

A organização e a articulação entre os movimentos sociais, destacando-se em um ato como esse, faz-nos acreditar cada vez mais que a luta do povo deve ser realizada por ele próprio e que não necessitamos de supostos “iluminados” para nos representar. Força e esperança nesta forma de luta, nós trabalhadores, temos de sobra!

NOSSOS SONHOS NÃO CABEM NAS URNAS!!!

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