FARJ: Últimas mobilizações populares no Rio de Janeiro

Posted on 24/06/2012

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Estas últimas semanas foram repleta de atos e manifestações. No contexto da greve da educação e das movimentações da chamada Cúpula dos Povos, muitos movimentos sociais e organizações políticas saíram a rua para demonstrar sua indignação contra o governo e o capitalismo “verde”.

Nesse contexto, nós da FARJ, organização integrante da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), contribuímos humildemente com a nossa militância nas ruas, nos somando a diferentes movimentos sociais e organizações políticas. Estivemos presente com maior ou menor intensidade nas manifestações dos trabalhadores da educação (federais e estaduais), contra o despejos e as remoções (e a farsa da Rio + 20), na ocupação da Via Campesina ao espaço da CNA na Rio + 20, e por fim, no grande ato da cúpula dos povos, que reuniu cerca de 50 mil trabalhadores/as no centro do Rio de Janeiro.

Juntos aos movimentos sociais que estamos atuando (Movimento dos Trabalhadores Desempregados Pela Base, Centro de Cultura Social e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e a tendência política Organização Popular acreditamos que só a luta popular e a auto-organização da classe nas fábricas, nos bairros, nas periferias, nos campos e nas ruas poderá garantir o processo de ruptura e revolução social. Este processo pressupõe romper com a lógica burocrática das urnas e dos mandatos, assim como, fortalecer o protagonismo popular em oposição ao reformismo da atuação de partidos e forças políticas que tentam “reformar” o capitalismo.

O capitalismo verde é uma farsa fabricada pelos mesmos que nos oprimem cotidianamente! Um novo modelo energético e produtivo depende do controle popular dos meios de produção, da terra e das reservas energéticas! A produção agrícola em harmonia com o meio ambiente passa pela luta de ocupação nas terras contra o latifúndio e o agronegócio!

Acreditamos que a ação direta nas ruas e no campo deve ser fortalecida cotidianamente com o trabalho de base dos militantes nos locais de moradia, estudo e trabalho do conjunto dos oprimidos. Construir um povo forte é uma necessidade de todos/as os/as oprimidos/as!

Algumas fotos da nossa participação e da passeata.

Lutar, criar, poder popular!

Anarquismo é luta!

Criar um povo forte!

Federação Anarquista do Rio de Janeiro

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