Frente Anarquismo e Natureza

Frente Anarquismo e Natureza

A Frente Anarquismo e Natureza foi formada no final de 2007 com objetivo de fortalecer, apoiar e desenvolver junto aos movimentos sociais um trabalho político que busque intensificar a luta de classes em torno da agroecologia, da saúde, da alimentação, da ecologia, do trabalho, da fitoterapia e da educação libertária.  Essa atuação política é fruto do acúmulo de experiências de nossos militantes nas lutas sociais travadas em meio a organização dos/as explorados/as, efetivamente, através da participação em grupos como o GAE-UFRRJ (Grupo de Agricultura Ecológica), o GECA (Grupo de Eco-Alfabetização) e o CELIP (Círculo de Estudos Libertários Ideal Peres), no apoio aos movimentos sociais ligados a luta por reforma agrária e urbana, por terras e por uma produção de alimentos agroecológicos, e sobretudo, na proposta de Anarquismo Social defendida pela FARJ.

Nossa meta é trabalhar essas questões para que os movimentos sociais venham a ser auto-suficientes na produção de alimentos saudáveis, remédios e insumos produtivos, e para que as relações sociais e de produção se estabeleçam a partir dos princípios do  Apoio-Mútuo, da Ecologia, do Classismo, da Autogestão e do Federalismo. Queremos contribuir na formação de trabalhadores/as que optem pela Autogestão como modelo de organização social e de produção, junto aos movimentos sociais combativos, a fim de que estes tenham como horizonte a Revolução Social e se tornem um empecilho a qualquer tentativa de reformar o capitalismo por parte dos próprios explorados/as. Isto só será possível, em sua plenitude, destruindo a sociedade capitalista e plantando o socialismo libertário.

Como militantes da Frente Anarquismo e Natureza, integramos o Núcleo de Alimentação e Saúde Germinal, criado em 2005, e a Cooperativa de Trabalhadores em Agroecologia Floreal, organizada a partir de 2008. Através do Germinal e da Floreal é realizado o apoio aos movimentos sociais, mais especificamente o Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), o Movimento de Ocupações Urbanas e o Movimento Sem Terra (MST), buscando fortalecer a articulação de agricultores/as ecológicos conhecida como Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro (AARJ). Esses são os espaços de inserção social onde levamos a proposta anarquista para ser debatida, por considerá-los um terreno fértil para o fortalecimento das relações de Apoio-Mútuo entre os/as trabalhadores/as. Participamos de atividades públicas contrárias ao desenvolvimento do agronegócio como a Rede Alerta Contra o Deserto Verde e a Campanha por um Brasil Livre de Transgênicos e mantemos relações com a Via Campesina, o Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o Movimento das Mulheres Camponesas (MMC).

Nosso trabalho é realizado de forma coordenada com as outras frentes da organização, através da realização de atividades políticas e pedagógicas, junto às comunidades rurais e urbanas e aos movimentos sociais do campo e da cidade. Como exemplos, podemos citar as oficinas pedagógicas de fitoterapia, as mostras de filmes agroecológicos e a gestão da cozinha realizadas pelo Núcleo Germinal no CCS (Centro de Cultura Social), assim como a realização de cursos de formação em agroecologia e agroflorestas na Universidade Popular envolvendo o Núcleo Germinal e a Cooperativa Floreal, e também, o trabalho de estímulo as hortas urbanas junto à Ocupações dos Sem Teto (Ocupações Vila da Conquista, Poeta Xynayba, 16 de abril, entre outras).

Dessa forma, buscamos estabelecer um contraponto à agricultura convencional e a sociedade burguesa. Estas mesmas, que privilegiam a exploração dos trabalhadores e da natureza, a concentração de terras nas mãos dos latifundiários, a dependência do mercado financeiro e do mercado de recursos naturais, de sementes, fertilizantes, e agrotóxicos e a apropriação de saberes historicamente populares e das riquezas naturais. Buscando fortalecer os movimentos sociais e suas iniciativas e levantando a bandeira da Agroecologia, seguimos com  a finalidade de acirrar a luta de classes, fortalecer a organização popular e colher uma sociedade emancipada da exploração do homem e da natureza. Assim, acreditamos que estamos acumulando práticas, força social e conhecimentos não só para a FARJ e o Anarquismo Social, mas sobretudo, para as lutas emancipatórias das classes exploradas.

SAÚDE, ANARQUIA E AGROECOLOGIA!

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