Anarkismo.net

Posted on 31/08/2011


A FARJ integra e contribui permanentemente com o site http://www.anarkismo.net.

Anarkismo.net é fruto de um esforço de cooperação internacional entre grupos e indivíduos em acordo com a linha editorial. Sua intenção é avançar a discussão, comunicação e o debate no movimento anarquista global.

http://www.anarkismo.net

Nossa intenção é construir um site que seja recurso verdadeiramente global e multi-linguístico. Pretendemos trabalhar estreitamente com o movimento anarquista existente. Todos nossos membros são de organizações que já existem, ou membros de coletivos que pretendem se converterem em organizações.

Linha editorial

Nos identificamos como anarquistas inseridos na corrente histórica chamada “plataformista”, anarco-comunista ou especifista. Nos identificamos amplamente com a base teórica desta tradição e com a prática organizativa que tem, porém não necessariamente com tudo que foi feito e dito, porque que isso é um ponto de partida para nossa prática política, e não um ponto morto.

As ideias centrais desta tradição, com a qual nos identificamos, são a necessidade de uma organização política anarquista que busque o desenvolvimento de tais princípios:

Unidade teórica
Unidade tática
Ação coletiva e disciplina
Federalismo

O anarquismo será criado mediante a luta de classes entre a vasta maioria da sociedade (a classe trabalhadora) e a ínfima minoria dominante. Uma revolução triunfante requer que as idéias anarquistas se transformem em idéias que guiem a classe trabalhadora. Isto não ocorrerá espontaneamente. Nosso objetivo é fazer as idéias anarquistas se converterem em idéias guias ou, como foi dito uma vez alguma vez, ter hegemonia das idéias.

Um importante foco de nossa atividade é a participação nas organizações econômicas da classe trabalhadora (organizações operárias e sindicais) aonde isto seja possível. Por conseguinte, rechaçamos as visões que desprezam a atividade sindical, pois como membros da classe trabalhadora é algo natural que pertençamos a estas organizações de massas. Dentro delas, lutamos por estruturas de caráter democrático, típicas do anarco-sindicalismo dos de 1930, como a CNT. Todavia, os sindicatos, não importa quão revolucionários estes sejam, não podem suprir a necessidade das organizações anarquistas.

Também consideramos vital a participação em lutas que ocorrem fora dos sindicatos e do local de trabalho. Isto inclui lutas contra formas particulares de opressão, de imperialismo e, também, lutas que a classe trabalhadora faz por moradia e um lugar decente para se viver. Nossa aproximação a isto, tal qual a aproximação aos sindicatos, é participar no movimento de massas, a fim de promover métodos anarquistas de organização que estimulem a democracia direta e a ação direta.

Nos opomos ativamente a expressão de qualquer forma de prejuízos no seio da classe trabalhadora e da sociedade em geral, e trabalhamos junto daqueles que lutam contra o racismo, o sexismo, o sectarismo religioso e a homofobia prioritariamente. Vemos o triunfo da revolução e a vitória sobre estas opressões depois da revolução, determinado pela geração de lutas no período pré-revolucionário. Os métodos de luta que propomos são a preparação para o funcionamento da sociedade depois da revolução, segundo linhas anarquistas e comunistas.

Opomos-nos ao imperialismo, porém propomos o anarquismo como fim alternativo invés do nacionalismo. Defendemos os movimentos anti-imperialistas de base, entretanto propomos uma estratégia anarquista invés da nacionalista.

Reconhecemos a necessidade de que as organizações anarquistas de acordo com estes princípios se federem sobre uma base internacional. Todavia, cremos que o grau de federação possível e a quantidade que isto põe, deve ser determinado pelo êxito na construção de organizações nacionais e ou regionais capazes da fazer o trabalho internacional uma realidade, mais que uma questão de siglas.

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